E se
as árvores nos dessem poemas, se sonetos, odes e haicais brotassem de
seus ramos, se seus frutos trouxessem versos por sementes e à sua sombra
viessem se sentar os amantes dos saraus, os que buscam respirar o ar da
vida e inspirar o vento da poesia entre brisas-linhas frescas?
Ora,
houve quem um dia concebesse tal idéia. Colecionador de incertezas, na
pia fé de que fazer poesia é engravidar possibilidades, o moço plantou
no quintal de seu sítio Ninho das Pedras, lugar poético até no nome, o
rebento de um inaudito espécime da floralma brasileira. E assim,
conforme a consciência evolui e novas formas de vida aparecem, foi que
brotou e cresceu a primeira Árvores dos Poemas.
Seu
jardineiro-criador, mãos calejadas do lavrar palavras e domar seu
violão, olhar de peão matutastuto e linguajar enraizado nas Gerais, me
explicou: “Semear é assim, sô, é como magia. Primeiro tem de ter uma
intenção bem forte; em seguida é o gesto de lançar sementes na certeza
de que estão plenas de missão divina. E junto a gente põe uma oração pra
que elas vinguem e dêem bons frutos. Não adianta fazer um buraquinho na
terra, pôr a semente lá dentro e só ficar regando pra ver se nasce
alguma coisa. É preciso semear com raio de luz na testa, mirar o
horizonte mais distante e crer que a vida, com sua presença viva, há de
florescer e de espalhar poesia pelos campos. Plantio é prova de amor,
capaz inté de tirar água das pedras, pra módi molhar a alma dos homens e
fazer chorar os anjos”.
Conheci Diovvani Mendonça por conta de Augusto dos Anjos (1884-1914),
que nos uniu em próspera amizade firmada nas entrelinhas de sua insólita
Obra. Explico melhor: escrevi faz alguns anos um ensaio a respeito da
espiritualidade presente na arte literária de Augusto, aspecto esse que
escapa à maioria dos acadêmicos que, presos aos chavões ensinados nas
universidades, tomam-no por um poeta estranhamente excêntrico e maldito.
A publicação do texto, entre outras surpresas, atraiu esse meu novo
amigo, que àquela época se preparava para lançar seu primeiro CD,
Mandala Sonora. O disco traz numa das faixas o soneto O Lamento
das Cousas, uma das peças-chave do poeta paraibano, musicado por
Diovvani, com arranjo de Vandder Lima. Resultado imediato foi que,
encantado com o projeto musical, aceitei logo o convite para escrever
uma crítica ao CD, texto esse que figura em seu encarte. Mônica Facó,
artista plástica, especializada em mandalas, máscaras e talismãs, com
quem compartilho há anos o sítio
www.amigodaalma.com.br foi igualmente convidada a participar do
trabalho e desenvolveu uma mandala especialmente para ilustrar
Andarilho das Estrelas, música em que Diovvani metaforiza a condição
humana, comparando-nos a peregrinos a cavalo, sempre prontos a meter a
espora a fim de percorrer as distâncias estelares que nos separam de nós
mesmos, na ânsia de nos (des)preocuparmos em alcançar o Nirvana.
As
patentes afinidades literárias, nossa especial admiração por Augusto, a
proximidade do lançamento do CD, os contatos por e-mail se acercando,
nosso papo típico de sarau ao telefone... tudo exigia um encontro que
fosse regado a viola e poesia. Não resisti, viajei de São Paulo a Minas.
Era questão de conhecer pessoalmente esse meu novo velho amigo.
Desembarquei em Contagem, grande Beagá e, num posto de gasolina, ponto
de encontro, lá estava Margarida a me esperar, uma Rural Willys 73 azul,
assim batizada em homenagem à falecida avó de Diovvani. E
nostalgicamente fomos por estradas e chão de terra até o Ninho das
Pedras, em Esmeraldas, paradoxal morada do músico-poeta, que tanto
abriga um castelo de pedras entre as árvores, como também uma autêntica
casa caipira feita de adobe e sapé lá nos fundos, com fogão a lenha,
galinheiro, viola presa na parede e uma branquinha das boas pra mió
receber os amigos. Só mesmo estando lá pra entender.
Quando o terreno foi comprado nem o corretor acreditava que havia
vendido aquilo. Embora constasse da planta do condomínio rural, o lote
nem estava à venda, afinal, parecia impossível construir-se qualquer
coisa ali. Qual maluco iria interessar-se em adquirir um amontoado de
pedras? Diovvani, mais pra doidivanas ao ver as pedras, decidiu ser
proprietário delas. A família temeu pelo seu tino, e seus futuros
vizinhos lhe faziam piadas.
Bem,
se no meio do caminho de Drummond tinha uma pedra, tornada imortal pelas
fatigadas retinas de seu olhar poético, no terreno de Mendonça havia
minas delas, e não houve outro caminho senão mineiramente removê-las, na
unha do peão e na calma do caipira, para em seu meio construir uma bela
casa, na qual o poeta pudesse morar e namorar o seu amor, e através de
suas janelas descansar num belo horizonte as suas retinas.
A
propósito, o conterrâneo de fama está homenageado logo à entrada, pois é
uma rústica subida calçada de pedras, Estradinha Carlos Drummond de
Andrade, que nos leva até a sede. A ele Diovvani também dedica seu poema
Pxp=2P’s==P’D+, cujo título cabalisticumorado bem reflete a
matemática de uma alma espirituosa, que foge à regra das equações:
No meio do caminho do poeta
tinha uma pedra, tinha uma pedra.
Tinha sim, uma pedra;
bem no meio do caminho dele.
No meu? - Carambola! Encontrei caçambas,
caminhões... Nas Minas, sou conterrâneo
do homem.
Mas sou cisco, pó, peão. Assumido, capiau
da unha larga!
Pirracento que sou, saí de Esmeraldas,
passei por Betim
e nasci no Belo – horizontalizei num dia
doze de outubro, às dezoito horas.
(Ave Maria!!! Bilu-bilu!!! NªSrª
Aparecida!!! Que foguetório!!!)
Pois é, sô! Meu DNA foi desenhado lá nas
Esmeraldas...
Sou fio de Neuza e Vicente Mendonça (que
já se foi),
Neto de Mariquita e Jonas Costa,
Margarida Alacoque e Geraldo Monteiro
(Vendedor de leite em carroça e latão no
JK, Eldorado e adjacências)
O Poeta DruMMond de Montanhas e Minérios
tinha real talento!
Eu? Só penso, enquanto vento.
Ainda engano e roubo na rima,
no tento, no lamento. Ponha sentido, inhô!
Mas; e as pedras? O que fiz com tantas?
- Segui o mandamento
d´aquEle outro homem,
fiz minha casa sobre elas.
Construí com Vani (legítimo, caipira do
Serro)
um Ninho de Pedras
para significar meus amigos e, claro,
na-morar, com meu amor.
E que estilingue a primeira pedra,
quem disser que sou plagiador.
Que aproveito da fama do Poeta.
Eu, mero peão, doido de pedra e por
pedra.
Doido mess! Nas mão e no braço, Diovvani e Vani, seu caseiro,
fazem boa dupla caipira, e até hoje continuam revirando e recolocando as
pedras do lugar, dando-lhe sempre melhor aparência. Foi assim que
construíram a gruta de N. Srª. Aparecida, os laguinhos que são fartos
pesqueiros, os caminhos e recantos, também as escadas estreitas e o muro
à medieval que cerca quase toda a casa, que lhe conferem certo ar de
castelo em meio às árvores. Estas são muitas e de toda espécie. Uma
delas dá poesia nas quatro estações. Grande-mãe ancestral, raízes
fundas, tronco forte e de “amplos agasalhos”, como diria Augusto, sua
generosa sombra cobre ampla ágora, inteirinha calçada de pedras. É a
Árvore dos Poemas, núcleo do Ninho, coração do Sítio, que reúne sob sua
fronde os saraus mais animados, os poetas, seresteiros, violeiros,
mulheres, homens e crianças, também um gato cantor e os sete cachorros
letrados de Vanusa, esposa do poeta. Bonno, que viu nascer a Árvore, era
o mais humano deles.
Foi
assim que seu deu a idéia diovvânica, o moço pensou: “Eu sempre quis
semear poemas pelo sítio, espalhar poesia pelos campos... mas, como
fazê-lo de modo que resistissem às intempéries? Um dia, ao imprimir um
poema, sei lá por qual razão, enrolei-o feito um canudo e o enfiei numa
garrafa plástica vazia. O efeito me surpreendeu, o papel se desenrolou
lá dentro e vi que era possível ler direitinho o que estava escrito.
Então imaginei que seria fácil pregar sua tampinha no tronco da árvore,
e enroscar nela a garrafa com o fruto-poema. O método é simples; nem se
machucam as árvores, nem as poesias sofrem o desgaste do sol, do vento,
das chuvas...”
E
seus frutos-poemas são saborosos textos de André Carneiro, Augusto dos
Anjos, os Manoéis de Barros e Bandeira, Cora Coralina, Paulo Leminski,
Luís Augusto Cassas, Fabrício Carpinejar, Mário Quintana, Fernando
Pessoa, Florbela Espanca... enfim, uma infinidade deles, e tem pra todo
gosto, entre os vivos e os imortais. Até sonetos meus esta Árvore já deu
e, claro, costuma dar também poemas-feras de quem traz, além do Pai
Celeste (Dio), uma onça bem matreira no seu nome. Vejam só o que ele
diz, assim, sem Quase Ninguém Ver: Atrás da moita/tramo uma obra.//E para que ela seja/entre cinzas,
inodora://- Eu torço.../Que nela não ouse tocar:/Augusta ou
raquítica/mosca.//AVISO://Eu sou um D´...Onça/tenho aTRAÇÃO/nas quatro
patas..../E mesmo sendo um dos Anjos/ou além dos quintos.//Com
estandarte, depois de morto,/meu OlhO eX-queRdará/ao + vivo/- meus,
direitos-tortos//.
Às vezes Diovvani se expressa por poemaforismos, que cortam a idéia na
língua do facão: “Na ponta de todo alfinete equilibra-se o ai de uma dor
futura”, diz seu Cuidado com as Pontas Expostas, cujo luzente do
título concorre com a lâmina textual. Outro metaforaforismo está em sua Manhã
Espreguiçadeira: Hoje acordei meio
tantã!/Não com o canto do galo,/mas no primeiro estalo/do esqueleto da
manhã//.
E há mais sabedoria do que vã filosofia em seu Carpe Diem
de caipira, quando nos diz Meu Alvo -> é a Flecha sem Alvo:
Não careço dar nenhuma espiada no futuro,/nem quero “pixel” borrador de
meu passado escuro.//Só quero mesmo perfurar a caixa do presente/montado
na flecha imprevisível do instante//.
Da Árvore
avistamos lá nos fundos do terreno a casinha caipira, com palha no
telhado, chão batido de terra, paredes de barro tirado do próprio lugar
onde ela se ergue, amassado nos pés e moldado a mão nos galhos e bambus
entrelaçados que dão escora à tapera. Tem quarto, sala, cozinha e
banheiro, mesa de madeira no alpendre para refeições e inspirações, e
livros velhos de todo gênero espalhados sobre a cama, nas estantes, pela
sala... literatura clássica e, óbvio, muita poesia.
A sensação é
a de estar-se entrando num sebo perdido em um universo paralelo, ou na
casa de algum nhô letrado, escondido no anonimato dos rincões desse
Brasil. Um poema de Diovvani cabe aqui, extenso que é, cito dele alguma
coisa, Sobre o Sebo: O sebo é o motel por onde trafega/sem
pudor/o amante do livro;//molha os dedos na ponta da língua,/acaricia a
primeira página/e entrega-se completo à leitura.//Quando vejo um sebo,
minhas pernas tremem,/sinto vertigem,/pois sei que lá não há nenhuma
leitura virgem.//(...) Gosto mais de livros usados/porque suas frases e
linhas/costuram olhares de antes/na minha comovida retina,/porque contam
histórias pras duas meninas/que habitam minhas castanhas janelas.//(...)
Nas prateleiras do sebo acaricio os longos cabelos da filosofia,/toco o
bico do seio da poesia,/beijo a boca da prosa,/enredo-me nos galhos do
sertão rosa,/ouço trinado de “passarin” no quintal de mário,/vejo
esquecido e velho sábio,/descubro o reflexo além das lentes da rocha
glauber no céu,/lembro que sou barro – quem dera, dos sapatos de manoel//.
Mas
passemos à outra casa, a sede do Ninho. Na estante de sua sala, nenhum
livro, só brinquedos. São carrinhos, aviõezinhos, um helicóptero que
gira as hélices, um caminhão com cordinha pra puxar, peão e bilboquê,
tudo feito de madeira. E o moço ainda brinca com eles. Pudera! Além de
ter nascido à hora da Ave Maria, em dia de Aparecida, a data o abençoou
duas vezes: era dia das crianças! Dessas mesmas que habitam nosso
coração, e que não podemos deixar nunca morrer. E a criança interior de
Diovvani vive à Manoel de Barros, ela se maravilha com os pássaros que
recitam o Sol, com os insetos no campo, fala com as pedras e os sapos,
ilumina com poesia o silêncio das coisas. Seu Papagaiado bem
mostra o ar meio bobo meio sábio de quem não deixou a espontaneidade se
perder com as cores do cabelo: Não me levem demasiado a sério./É que um
vento antigo,/traquina e moleque,/desses
de empinar papagaio/e taquara e seda no azul,/tem despenteado o leque/no
abanar meus pensamentos.//Crianças acenam/de horizontes para mim./E meus
cabelos gris-alhando,/estão trançados-alegres,/nas linhas da
inocência/sem cerol,/que eu pensei perdida,/nos cacos de vidro da
caminhada//.
Da sala, uma escada nos leva para o sótão “cheinho” de livros. Dele,
outra escada em caracol nos alça a céu aberto: é o observatório de Ninho
das Pedras, com telescópio refletor encomendado ao astrônomo Bernardo
Riedel e uma infinidade de estrelas encomendadas ao divino Criador que,
oriundas do Ninho Cósmico, convocam-nos a ouvir o que elas dizem. Foi o
que procurei fazer em minha primeira noite neste lugar, e seu
maravilhoso céu de verão nos rendeu, ao sabor de um Casillero del Diablo
que bebemos pela madrugada, o soneto Observoratório.
E cumprindo o antigo adágio In vino veritas, Diovvani
confessou-me ali mesmo seu Polichinelo Segredo: É estranho
pensar://“Pode estar morta a estrela que, emitiu a luz que agora
brilha!”/Poetas são como estrelas,/arremessam ao
futuro,/estilhaços-instantes,/da vida que agora (ex)pulsa//.
Estranho
mesmo pensar que neste mundo, entre o tudo e o nada, entre pedras e
estrelas, somos centelha de luz divina brilhando nossa humilde condição
terrena, pequeninos diante da imensidão cósmica, engrandecidos por uma
amizade desprendida, num eternintensinstante de existência... sim, somos
todos andarilhos das estrelas, lidando a cada dia com as pedras do
caminho.
Inspirado em
Augúrios da Inocência (1803), escrito pelo poeta inglês William
Blake, que nos conclamava a ver o mundo em um grão de areia, os céus
numa flor campestre, também a guardar o infinito na palma da mão e a
reter a eternidade numa só hora, Augusto dos Anjos concebeu, presume-se
no ano de sua morte, seu soneto Ultima Visio, que assim se abre:
“Quando o homem, resgatado da cegueira/Vir Deus num simples grão de
argila errante...”; para concluir no último terceto: “A Verdade virá das
pedras mortas/E o Homem compreenderá todas as portas/Que ele ainda tem
de abrir para o Infinito!//”.
Diovvani
parece ser desses que sabem escutar as pedras, posto que respondeu a seu
chamado, quando lhe pediam que fossem obsessivamente reviradas até seu
último segredo, algo misterioso demais pra se explicar, mas que o levou
a encontrar tantas estrelas em seu caminho. Talvez, por isso, tenha lhe
ocorrido a luminosa idéia da Árvore dos Poemas. Estando suas raízes
profundamente arraigadas na dimensão terrestre, e sua frondosa copa
aberta em flores para os céus, é que podemos perceber o quanto vale um
tronco seguro, do qual se ramificam tantos braços, repletos de
frutos-poemas. Semear é mesmo ato de magia. E como a árvore diovvânica
foi plantada na certeza, com raio de luz na testa, já chegam notícias de
que seu espécime tem se espalhado e vingado por vários lugares: há
outras pelo sítio, algumas nas casas dos vizinhos que antes caçoavam
desse moço, uma dessas acaba de crescer em meio às crianças numa escola
no Estado do Rio, e quero eu mesmo plantar algumas mudas dela em minha
própria casa, e outras tantas na Escola Mutirão, que funciona numa
chácara em Cotia (SP), onde estuda minha filha. E que se alastrem pelo
mundafora suas sementes!
Sim, há mais
coisas entre os céus e a Terra do que possa imaginar nossa vã filosofia:
há mais poesia pelos campos, há mais amor se enraizando, mais estrelas
pra contar. Há, sobretudo, vida inteligente em nova florescência, uma
nova consciência se formando entre as pedras e as estrelas; o que
importa é engravidar possibilidades, o que vale é semear.
NINHO DAS PEDRAS
Eu caminhei por pedras no caminho
buscando descobrir onde elas nascem;
seguindo a intuição, qual me falassem,
cheguei ao fim da estrada no seu ninho.
Havia ali um castelo entre a folhagem,
de pedras construído inteirinho,
muralhas, uma gruta e um laguinho;
na torre, para o céu, uma passagem.
E à noite entre as estrelas ultradalvas,
constelações miríades de prata,
as pedras cintilavam cantilenas.
As árvores do sítio dão poemas,
e na casa caipira, lá entre a mata,
Diovvani faz poesias de esmeraldas!
Paulo Urban
Ninho das Pedras, 29 dezembro, MMVII
Box 1 – Projetos Culturais de Diovvani
Projeto Pão&Poesia – em qualquer esquina, em qualquer
padaria.
Alimento para
o espírito! Afinal, nem só de pão vive o homem! A idéia é levar poesia à
mesa do café da manhã, por meio das embalagens de pão. A logomarca
Pão&Poesia virá impressa no saquinho e, no seu verso, sempre dois ou
três poemas impressos, sejam de poetas consagrados (que serão assim
homenageados), poetas convidados, ou novos talentos. Em parceria com a
MixPan, Indústria e Comércio Ltda, de Contagem, inicialmente serão
fabricados 300 mil saquinhos para serem distribuídos a partir de
março/2008 nas padarias. “Vamos injetar poesia nas artérias da
realidade”, diz Diovvani. Inovadora, a proposta repercutiu amplamente
também em Portugal, de onde dezenas de poetas se inscreveram a fim de
participar do empreendimento.
Pão&Poesia
tem ainda apoio da Rádio Inconfidência, de B.H., do Jornal “Ana Lúcia”
de Contagem, e da Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
Projeto
Margarida, poesia em movimento.
A perua Rural
Willys 73 está com seu motor roncando, prontinha pra sair cheia de
livros e revistas pelas ruas e praças de toda grande Beagá, levando
poesia e literatura à população. “Quem disse que o povo não gosta de
ler, ou que não gosta de poesia? É só estacionar e começar a declamar
que todo mundo rodeia a gente e ainda participa”. Diovvani ainda brinca:
“Vou ter três seringas no carro, uma grande, uma média, uma pequena.
Elas não têm agulha, e respectivamente me servirão para esvaziar o
estresse da cabeça das pessoas, conforme este seja grande, médio ou
pequeno. Daí, uma vez retirado o mal-estar, é só enviar os cidadãos ao
bagageiro, onde cada um poderá escolher um livro, gratuitamente. Para
tanto, peço doações e as tenho recebido de todo lado; já são centenas de
livros e revistas prontinhos para distribuição entre as pessoas mais
simples, dessas com quem cruzamos pelas ruas.”
Box 2
Conheça o
blog e os sítios (virtuais) de Diovvani:
Aqui Diovvani
convida alguns de seus amigos poetas a escreverem de modo despretensioso
a respeito de seus poetas preferidos. São poetas falando de poetas, vale
a pena conferir.
Box 3
Visitando
www.amigodaalma.com.br você poderá saber mais a respeito da arte de
Mônica Facó, ler em nossa “Sala de Visitas” a crítica que acompanha o CD
Mandala Sonora, e ler também o soneto Observoratório,
citado na matéria, e Poemárvore, que escrevi à sombra da Árvore
dos Poemas.
(*) Paulo
Urban é médico psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento.
· ·
Estrada Municipal do
Espigão, 1266 - Granja Viana - Cotia - SP - CEP 06710-500 Fone: (11) 4702-4578 - Fax: (11) 4702-2245 Escola Mutirão®
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