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O mesmo se aplica ao relacionamento entre crianças e jovens, ao
contrário da idéia comum de que a convivência entre eles é difícil,
senão impossível. Em nossa Escola, das crianças do jardim
aos jovens do ensino médio, todos
aprendem, desde cedo, as vantagens de
conviverem com suas semelhanças e diferenças
e a importância de
cada um neste relacionamento e no contexto geral. |
Nossos alunos convivem. O dia todo, havendo oportunidade, estão os
maiores e os menores juntos, vivendo as mesmas situações. Os maiores
ajudando os menores, ajudando as professoras dos menores; os menores
encantando os maiores com suas brincadeiras, sua espontaneidade.
É a vida, não é assim?
Por que criá-los, os maiores sem respeito pelos menores; os menores
com medo dos maiores?
Se os “criarmos” assim, essa situação vai
persistir, pois os menores crescerão com essa imagem: quando crescer
terão direito a um espaço maior, à falta de respeito, a esquecer as
regras da convivência.
É tão bonito ver os pequenos, alunos do Jardim e do Pré, escolherem
seus ídolos entre os alunos das séries mais adiantadas, vê-los
saindo de mãos dadas, de cavalinho.
É bom saber que muitos alunos, quando vão chegando ao Colegial, já
se preparam para assumir essa responsabilidade de “ser exemplo” para
os menores. Isso só poderá ser atingido se houver conscientização
por parte dos maiores – os do Colegial especialmente – de que suas
atitudes, seus gestos, suas palavras estão ali sendo observados para
serem repetidos. Essa conscientização é trabalhada no correr do
curso, no dia-a-dia. Quando oferecemos o “clima de tranqüilidade”;
quando colocamos os alunos ajudando as professoras, seja no
cotidiano, seja em situações especiais, ou nos acampamentos; quando
chamamos a atenção dos que transgridem as regras, por mais simples
que sejam; quando damos a oportunidade dos alunos estarem juntos –
na hora do “canto” da entrada, na hora do almoço, na hora da entrega
das Fichas de Controle, nas festas, nas situações especiais de
planejamento de atividades.
É o conviver.
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